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Dono de maior food truck do DF consolida negócio e planeja abrir segunda marca

Postado por: G1 | Em: 22/02/2018 00:00

Aexandre de Sousa Santos é o nome por trás da rede de food trucks e lanchonetes "Geléia Burguer", que se espalharam pelo Distrito Federal. A cor laranja dos carros e a batata rústica com páprica e alecrim ganharam fãs e proporcionaram uma reviravolta – daquelas dignas de filmes – na vida do empresário. Neste ano, ele abriu seu quarto negócio sobre rodas, inaugurou duas lojas e bateu a marca de 70 mil hambúrgueres vendidos por mês.


“2017, sem dúvida, foi o melhor ano da minha vida. Ouvi dizer que o meu negócio ‘era só mais uma modinha’. Neste ano, os 13 anos de história do 'Geléia' se consolidaram. Virei a chavinha.”



Até 2011, ele já tinha conquistado quatro comércios gastronômicos. "Pensei: agora, sou o cara. Terei 100 lojas. O comerciante, então, fez cursos em São Paulo para franquear o negócio. Ampliou a marca para Taguatinga, Ceilândia, Valparaíso (GO) e até Bahia.


A inciativa não deu certo. "Quando me dei conta, vi que tinha quatro lojas que davam dinheiro e quatro que não davam. O modelo adotado por dois franqueados, que apostaram no negócio, também não foi para frente", explicou Geléia. Em 2013, o empresário decidiu repensar o modelo de comércio e ficou com apenas quatro lanchonetes: duas no Gama, uma em Santa Maria e outra em Samambaia. Enquanto a chave não virava – expressão muito usada pelo empreendedor –, nascia no país o burburinho dos food trucks. Apesar de não conhecer muito sobre essa modalidade de negócio, o desejo de crescer era tão grande que, sem dinheiro para investir, decidiu pegar um novo empréstimo bancário, agora, de R$ 200 mil.


Com três caminhões pelo DF, a demanda pelos lanches não parava de crescer. As filas só aumentavam nos pontos onde os veículos estacionavam e até noivos e mães tentavam alugar a lanchonete para casamentos e festinhas dos filhos. "Teve gente que me ofereceu R$ 12 mil para fretar um carro." Para atender a demanda, Geléia comprou, neste ano, o quarto caminhão. Hoje, de segunda a quinta-feira, três food trucks atendem a população de Brasília. De sexta a domingo, o número sobre para quatro. Para comandar as lanchonetes sobre rodas, cinco a seis funcionários são empregados para cada veículo. "A gente conquistou fãs. O auge do food truck foi no ano passado, mas mesmo assim estamos firmes. Quem não conquistou fãs, fechou as portas", afirmou Geléia.


Enquanto os carros laranjas iam acumulando legiões de consumidores, o número de notificações da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) e de reclamação de comerciantes também crescia. Somente em março de 2016, os food trucks foram autorizados por lei. Em dezembro desse mesmo ano, o governo definiu as regras para a circulação dos caminhões, entre elas, a determinação de que os trailers só podem ser instalados a partir de 200 metros de distância de lojas ou de escolas.